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"A armadilha de Tucídides" e a armadilha que eles querem armar para o povo

Lendo as notícias sobre o encontro entre Trump e Xi
Date:
mai. 19, 2026
thoukididis

Centenas de notícias inundaram a mídia burguesa após a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim, juntamente com as declarações públicas feitas pelo presidente chinês, Xi Jinping, e por D. Trump.

"Um mundo exausto pela guerra deposita suas esperanças no encontro de Pequim" é uma manchete reveladora, acompanhada de relatos sobre os "brindes" trocados pelos dois líderes durante o jantar oficial.

Xi Jinping pediu ao "movimento" MAGA que seguisse o "renascimento da nação chinesa", acrescentando que os EUA e a China "podem ajudar-se mutuamente a ter sucesso e promover a prosperidade de todo o mundo".

Anteriormente, ele havia declarado publicamente que o Estreito de Taiwan também é um ponto crítico e que, se a questão não for “tratada com cuidado”, os dois países poderiam até mesmo entrar em conflito direto. Nesse mesmo contexto, ele identificou a “Armadilha de Tucídides” como o maior “dilema” de nosso tempo — ou seja, se os EUA, cuja dominância dentro do sistema imperialista internacional está sendo desafiada pela China, conseguirão “coexistir harmoniosamente” com Pequim ou se, ao contrário, serão levados a um conflito armado.

O fato de a possibilidade de um "confronto final", que traria devastação aos povos do mundo, ser agora discutida abertamente é, em si, característico da "era da guerra" do capitalismo.

Além disso, a forma como os eventos estão sendo apresentados configura uma completa distorção da realidade.

A batalha entre os EUA e a China já começou no Estreito de Taiwan, afetando o mundo inteiro.

Dos canais do Panamá e de Suez aos estreitos de Ormuz, Malaca e Taiwan, o conflito já está em curso. A rivalidade entre os EUA e a China já está a moldar as duas frentes da guerra imperialista na Ucrânia e no Médio Oriente.

Cair ou não na “Armadilha de Tucídides” não é uma questão de escolha para os imperialistas. É a única maneira de sobreviverem, pois sua existência depende de lutar até o fim pelos interesses de seus próprios grupos empresariais e pela busca do lucro capitalista máximo.

Diversas análises tentam interpretar a realidade de forma fragmentada, ignorando o fato de que a intensificação das contradições é uma lei do capitalismo, que o acirramento da concorrência é irreversível e que nada pode garantir o “equilíbrio”. A história nunca demonstrou o contrário.

Os imperialistas estão se preparando, e estão determinados, a transformar os povos em bucha de canhão em suas guerras. Cada "escolha" que fazem para defender seus "espaços vitais", cada golpe desferido contra seus rivais, apenas aprofunda suas contradições e impasses. Não há volta.

A questão crucial, portanto, é que o povo não deve cair na armadilha de esperar que aqueles que os privam de suas vidas e trabalho garantam um futuro de “prosperidade compartilhada”.

Eles devem organizar decisivamente sua luta independente e, sem mais demora, trilhar o caminho rumo à derrubada revolucionária da barbárie capitalista.